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Amamentação prolongada: será que faz bem?
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Atualizado em 01/09/2012 às 00:20:37

Amamentação prolongada: será que faz bem?

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Especialista fala sobre a questão nutricional e psicológica do aleitamento além dos dois anos

A amamentação é um período muito especial na vida da mãe e do bebê. É o momento em que os laços se estreitam e ficam mais fortes, pois é quando o filho recebe sua dose de carinho, atenção e estímulos táteis e gustativos. Médicos recomendam aleitamento exclusivo até os seis meses. Depois desse tempo, o leite da mãe - associado a outros alimentos introduzidos conforme a capacidade de se alimentar da criança - pode ser dado até os dois anos. Porém, muitas mães acreditam que a amamentação prolongada é uma boa ideia. O pediatra e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria Sylvio Renan Monteiro de Barros fala sobre os prós e contras dessa prática.

“A indicação da Organização Mundial da Saúde para o aleitamento até os dois anos tem como fundamento uma razão social. Muitas pessoas carentes não têm acesso à alimentação saudável e o leite materno supre todos os nutrientes necessários ao bebê”, diz Barros. Ele conta que a amamentação traz três vantagens para o bebê:

- O leite da mãe é produzido especificamente para a sua criança, por isso não são registrados casos de alergia ao leite materno. Ele é nutritivamente ideal e, mesmo tendo menos proteína e mais carboidratos do que o leite de vaca, tem uma qualidade muito melhor e possui menos gordura.

- Ele possui uma função imunológica. Durante toda sua vida, a mulher desenvolve imunidades naturais, criando anticorpos pelo contato com vírus e bactérias. No momento do aleitamento, a mãe está passando essa  imunidade para o bebê.

- O leite materno é considerado um alimento “psicoafetivo”, ou seja, a criança que mama no seio tem o contato físico suficiente para suprir a necessidade de carinho. Segundo Barros, a criança alimentada assim pede menos colo e se comporta melhor no berço.

O ato de prolongar o aleitamento até depois dos dois anos de idade faz parte de um movimento americano chamado “Criação com Apego” (Attachement Parenting). O movimento nasceu há 20 anos nos EUA com a publicação do livro “The Baby Book” ( O livro do bebê, em tradução livre) pelo pediatra William Sears, que defende uma criação sem castigos e punições.

A prática causou burburinho em maio desse ano, quando a revista americana Time publicou uma matéria à respeito, com uma mãe e seu filho de três anos sendo amamentado em plena capa. O detalhe que chamou a atenção foi o menino em cima de um banquinho para alcançar o seio da mãe.

O pediatra afirma que casos de aleitamento prolongado não são contra indicados em termos medicinais, porém alguns casos tendem ao exagero. “Amamentar até os sete anos, por exemplo, faz mal para a criança. Essa atitude foge do ato de carinho e chega à superproteção. O bebê precisa aprender a se alimentar sozinho” diz. Ele também pode vir a desenvolver inseguranças e uma dependência desnecessária da mãe.

Outros fatos tornam o desmame uma boa opção para a mãe e o bebê: falta de tempo para continuar na rotina de dar o peito e a diminuição de nutrientes no próprio leite materno.

Claro que a mãe quer manter o filho embaixo de suas asas, porém é preciso levar em conta o amadurecimento natural da criança e o desenvolvimento de sua independência como pequeno ser humano. (Daquidali)



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