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Dicas de como votar certo
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Cornélio Procópio - PR, - Diretor: Jornalista Breno Jordão - Fone (43) 3524-1303

Atualizado em 09/09/2012 às 23:49:09

Dicas de como votar certo

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As eleições se aproximam e obriga até os menos simpatizantes dos assuntos políticos a pensar sobre suas escolhas, o que, por sinal, não é tarefa nada fácil, convenhamos.

É incrível a quantidade de pessoas conhecidas que, sem nenhum passado comprometido com qualquer causa social e muitas vezes com uma vida profissional marcada por fracasso,  se lançam à vereança, pedindo-nos, com olhinhos carentes, nosso voto. As frases se repetem: “ Conto com você”, “Preciso de sua ajuda” e do lado oposto, dos eleitores, ouvimos “ Acho que vou votar no fulano, gosto dele(a)”, “vou votar no beltrano, é bom ter alguém conhecido na política “, “ é tudo igual”, “roubar todo mundo rouba” , “você conhece todo mundo, deveria se candidatar” e por aí vai…

Não é fácil fazer escolher aquele que vai nos representar por quatro anos na condução da coisa pública,  mas adotei algumas regrinhas que podem servir para outras pessoas:

1. Não voto em candidato “messiânico”, aquele cujo discurso dá a entender que o mundo só não é perfeito porque ele ainda não chegou ao poder. O mundo não é perfeito e não existem pessoas perfeitas, portanto, não podemos nos iludir com idéias e promessas de um mundo sem problemas. Essas pessoas normalmente são egocêntricas e intransigentes (embora queiram parecer ternas e boas) , não reconhecem a importância do diálogo e do trabalho em conjunto. Para mim, é condição para ser escolhido possuir  um espírito democrático e saber dialogar, afinal, ele não está cuidando dos negócios próprios, mas de questões públicas, coletivas. Candidatos com discurso religioso ou que usam a religião como trampolim para o poder estão fora do rol dos possíveis escolhidos. Ética, honestidade, transparência são atributos desejáveis ao candidato e independem de sua religião, não se podendo presumir tais características somente por suas crenças.

2. Não dar muita bola para o falatório. Como dizia minha finada avó “falar até o papagaio fala” então temos que aguçar nossa percepção para além das belas palavras, dos beijos em criancinhas, do abraço em velhinhos, do passeio de ônibus ou bicicleta.  Tudo isso pode ser fruto de planejamento de marketing, temos que ser espertos e aguçar nossa intuição. Se você já conhece a pessoa, pense na forma como ela se comporta antes e depois das eleições,  fique ligado no tom de voz, no modo de olhar e sorrir. A natureza nos dotou de percepção capaz de captar sinais de desonestidade, é só não cair no “canto das sereias”.

3. Pesquiso a vida  do candidato. A existência da lei da ficha limpa é uma vitória mas é bom fazermos nossa própria investigação no “Google”, nos Tribunais Eleitorais, Tribunais de Justiça, nas redes sociais ,  blogs, conversar com pessoas, vizinhos, assistir a debates, enfim, ter uma visão panorâmica geral e não se fixar somente na propaganda ou numa imagem pré concebida.  Se possível, converse pessoalmente com o candidato ou interaja nas redes sociais, é bom para desmistificar a imagem de poder e proporcionar uma relação mais calcada na realidade. Se o candidato já ocupou algum cargo é bom avaliar o que fez, se foi relevante, se inovou, o grau de transparência dos gastos públicos, etc. Se for candidato a vereador é bom verificar se apresentou projetos de lei (e que não sejam para nomear praças e ruas!!) , se fez algum tipo de fiscalização do Executivo,  se teve uma atuação independente, não fazendo do Legislativo um “puxadinho” do Executivo, se interagiu de forma institucional com os eleitores. Isso não significa “atender” a pedidos variados das pessoas tais como emprego, cadeiras de roda ou oficio para reparos em via pública pois este tipo de assistencialismo é uma distorção de sua verdadeira função.   Eu não voto em candidato a vereador que esteja  profissionalmente frustrado ou fracassado porque isto significa que não está entrando na política pela causa pública. Também é bom verificar a evolução patrimonial do candidato (está tudo no site do Tribunal Eleitoral).

4. Não voto por ser amigo, a não ser que eu sinta realmente que ele/ela tenha perfil para o cargo. Sinto muito, mas assim como não dá para vender o voto, também não dá para fazer favor. Uma pessoa pode ser “boa praça”  mas isto não o capacita para ocupar um cargo público que muitas vezes demanda postura firme e  independente, além de capacidade de articulação e diálogo. Isto não é nenhum demérito em relação ao amigo candidato, é apenas constatar que cada função depende de um determinado tipo de perfil.

5. Pesquiso o programa de governo, nos casos de candidato a cargo do executivo. A escolha não pode se limitar à pessoa do candidato, mas a seu programa de governo. É bom entrar no site e ler com calma quais as propostas de governo, ver se tem coerência e sentido para o que desejamos. As vezes as pessoas pensam que ocupante de cargo público pode fazer o que bem entende, mas ele é limitado pela lei, pelo que está previsto no orçamento, pelas metas, agora previstas em lei municipal. É importante entender o que já esta previsto para os próximos anos para ter uma noção mais real das promessas que ouvimos.

5. Não basta votar, tem que cobrar. Essa trabalheira não se encerra no dia das eleições, é preciso anotar o e-mail do sujeito, ler o jornal, acompanhar a pauta da Câmara, participar de audiências públicas, questionários para elaboração do orçamento, conselhos, movimentos sociais. Nosso sistema de governo é chamado DEMOCRACIA  PARTICIPATIVA e é essa participação na vida social que fará realmente diferença na condução das coisas que afetam nosso dia a dia.  Quase todas as áreas de nossa vida tem interferência política , afinal, estamos todos sujeitos `as leis e aos serviços elaborados  por essas pessoas que escolheremos nos próximos dias. O mínimo que fazemos é tentar escolher bem, para não chorar depois.

 *Simone Pligher - Mestre em Psicologia pela PUCCAMP



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