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Associação divulga a lista de planos de saúde que terão atendimento suspenso
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Atualizado em 08/11/2012 às 23:44:18

Associação divulga a lista de planos de saúde que terão atendimento suspenso

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A paralisação vai até o dia 26 de novembro e atinge somente os procedimentos eletivos, ou seja, aqueles agendados com antecedência

A Associação Médica do Paraná (AMP) detalhou nesta quinta-feira (8) a lista dos planos de saúde que terão o atendimento suspenso no Paraná a partir da próxima segunda-feira (12). A decisão pela paralisação de 15 dias ocorreu depois de assembleia da categoria realizada na noite da última quarta-feira (7), onde foram analisadas, separadamente, as propostas das operadoras para a melhoria nos valores pagos por consulta realizada e também para que os contratos tenham uma cláusula de negociação.

A paralisação vai até o dia 26 de novembro e atinge somente os procedimentos eletivos, ou seja, aqueles agendados com antecedência. Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. A AMP informou ainda que a suspensão do atendimento é facultativa e por isso a adesão ao movimento pode ser parcial.

Segundo o presidente da Associação Médica do Paraná, João Carlos Baracho, os médicos decidiram pela paralisação porque consideraram que as propostas das operadoras são evasivas e não correspondem às reivindicações da categoria. No dia 23 de outubro, a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa havia oficiado todas as operadoras do estado, exigindo respostas aos pedidos dos médicos. “O número de respostas foi muito pequeno não houve nenhuma contraproposta satisfatória por parte das empresas”, disse Baracho.

Entre as reivindicações está a regularização dos contratos, que não estão sujeitos a nenhum tipo de correção e tendem a ficar defasados com o avanço da inflação. Além disso, os médicos pedem que o valor repassado pelas consultas seja de, no mínimo, R$ 80. Segundo Baracho, hoje existem operadoras que repassam R$ 35 por consulta para o profissional. “Mesmo esse valor mínimo já não cobre a defasagem dos últimos 20 anos”, afirmou. Os médicos pedem também que não haja intervenção das operadoras na autonomia dos profissionais, como ocorre hoje com inúmeros pedidos de justificativa sobre procedimentos.

Baracho diz que, mesmo durante a paralisação, os médicos estarão abertos a negociação e dispostos a avaliar outras propostas das operadoras dos planos de saúde. “Após esse período, se não houver acordo, vamos decidir em assembleia quais os próximos mecanismos para buscar nossas reivindicações”. O presidente da AMP não descarta novas paralisações.

Exceções

Os médicos que atendem pela Unimed não irão aderir à paralisação. Segundo Baracho, por se tratar se uma cooperativa médica, eles ainda vão discutir de que forma os pedidos da categoria podem ser contemplados. Profissionais da Fundação Copel e da Fundação Sanepar também não participam da paralisação porque já chegaram a um acordo para reajustar o valor pago por consulta realizada.

Sinalização de paralisação acontece desde setembro

Desde setembro, os médicos prometem uma paralisação de 15 dias no atendimento de clientes de planos de saúde. O protesto vem sendo adiado por negociações realizadas pelos planos de saúde com a categoria. Também no mês de setembro, a Associação Médica Brasileira (AMB) orientou os médicos de todo o país para que suspendessem o atendimento dos usuários dos planos de 10 a 25 de outubro. Em assembleia, o braço paranaense dos médicos, AMP, definiu que aguardaria a evolução das negociações e somente agora definiu sua participação no movimento.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a assessoria da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) informou, por meio de nota oficial, que representa os planos de saúde apenas institucionalmente e não participa de negociações remunerativas entre médicos e operadoras por causa das diferentes características regionais, especialidades médicas e dos tipos de contratos formados entre os planos e seus prestadores de serviços.

Até o início da noite desta quinta-feira, a reportagem não conseguiu entrar em contato com todas as operadoras de planos de saúde atingidas pela paralisação.



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