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Homem dado como morto está em estado 'gravíssimo'
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Atualizado em 24/09/2016 às 20:11:00

Homem dado como morto está em estado 'gravíssimo'

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Caso ocorreu em Londrina; boletim médico foi divulgado neste sábado (24).
Servidora preparava corpo para o velório e percebeu que homem respirava.

 

Milton Alves de Souza, de 68 anos, foi dado como morto e voltou a respirar enquanto era preparado para velório (Foto: Maria Alves de Saraiva/Arquivo Pessoal)Milton Alves de Souza, de 68 anos, foi dado como morto e voltou a respirar enquanto era preparado para velório (Foto: Maria Alves de Saraiva/Arquivo Pessoal)

É gravíssimo o estado de saúde de Milton Alves de Souza, de 68 anos, informou a Santa Casa de Londrina, no norte do Paraná, na manhã deste sábado (24). Ele foi dado como morto pelo Hospital da Zona Norte, na quinta-feira (22), e voltou a respirar enquanto o corpo era preparado para o velório.

 

Segundo a Santa Casa, o paciente continua inconsciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neste sábado. Respirando por aparelho, o estado geral dele é instável.

Ainda com hipotermia, conforme o hospital, Milton vem sendo mantido aquecido com cobertores.

Entenda o caso
De acordo com a Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), a morte de Milton foi informada pelo Hospital da Zona Norte às 16h20 de quinta-feira.

No entanto, por volta das 19h, a preparadora de cadáver da autarquia notou que o homem estava respirando. Vivo, o paciente foi levado da Acesf pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao hospital Santa Casa de Londrina, onde chegou por volta das 21h12 de quinta.

Com a notícia da morte, a família comprou terreno em um cemitério, caixão e coroa de flores, além de alugar a capela para o velório. “Eu estava no velório e o corpo não aparecia nunca”, conta a irmã Maria Alves de Saraiva, que morava com Souza há quase 30 anos.

A família do paciente já registrou Boletim de Ocorrência (B.O) na Delegacia de Homicídios relatando o ocorrido. Um advogado foi contratado para entrar com uma ação contra o hospital. “Ressuscitar ele não ressuscitou, não existe isso. Ele nunca morreu”, diz a irmã.

Histórico
Maria relata que os problemas de saúde do irmão começaram a se agravar há cerca de dois meses. Quando procurou o médico pela primeira vez, foi diagnosticado um derrame cerebral, que deixou Milton com dificuldades para falar e problemas de memória.

Um mês atrás, ele foi diagnosticado com pneumonia e também teve um derrame pleural.

A irmã disse que, depois de um período de 15 dias internado, os médicos mandaram ele para casa. O médico da unidade de saúde que acompanhava o caso fez uma visita, disse que ele era paciente terminal e precisava ser removido com urgência para o hospital.

Depois disso, Milton foi levado para o Hospital da Zona Norte, no dia 12 de setembro.

“Na terça-feira (20) ele estava bem, mas na madrugada de quarta-feira (21) teve as paradas cardíacas”, lembra a irmã. O hospital ligou para a unidade de saúde, que avisou a família.

Quando pediu notícias, na quarta-feira, Saraiva foi informada que ele era mantido por aparelhos.

“A médica disse que ele não deveria sobreviver e a gente disse para deixar ele morrer em paz”, conta. A irmã lembra da médica relatando que ele já estava morto e que só respirava por causa dos aparelhos.

Ela nos mostrou os pés e as unhas dele, que estavam roxos, dizendo que ele já estava morto"
Maria Alves de Saraiva, irmã

Perto das 13h de quinta-feira, a médica responsável pediu para a família assinar os papéis para retirar a medicação. "Sem os medicamentos, a médica disse que ele morreria em quinze minutos", conta Saraiva.

"Ela nos mostrou os pés e as unhas dele, que estavam roxos, dizendo que ele já estava morto", diz a irmã.

Na informação de óbito da Acesf, consta que Milton morreu às 15h, por parada cardiomiopatia, sepse de foco pulmonar, broncopneumonia e insuficiência renal crônica.

O que diz a Acesf
“Assim que o hospital ligou informando sobre o óbito pedimos se a declaração de óbito estava preenchida e se o corpo estava no necrotério. Com a confirmação, uma equipe foi até a instituição e recolheu o corpo, com a declaração de óbito devidamente preenchida.

Na Acesf, a família reconheceu o corpo e entregou a documentação necessária para o velório e enterro”, explica o superintendente da Acesf, Ademir Gervásio.

Ainda segundo o superintendente, após a família escolher os locais de velório e sepultamento, a servidora que prepara os cadáveres começou a cortar a barba do homem. Gervásio conta que foi nesse momento que a funcionária percebeu que o abdômen do homem estava mexendo.

“A servidora percebeu o movimento do abdômen por repetidas vezes, e como isso indica possíveis sinais vitais, chamamos o Serviço de Atendimento Médico de Urgência [Samu] que realizou alguns procedimentos. Após a constatação de que o homem estava vivo, o Samu o levou para outro hospital”, afirma Ademir.

O que fiz o Hospital da Zona Norte
O diretor-geral do Hospital da Zona Norte de Londrina Luiz Koury, informou que já determinou que a Ouvidoria entre em contato com a família para marcar uma reunião para a próxima terça-feira (27).

Koury também explicou que o óbito do paciente foi constatado por equipe de enfermagem capacitada e pelos médicos do hospital após o homem ter uma parada cardiorrespiratória.

Uma sindicância será aberta para apurar o caso, de acordo com o diretor-geral do hospital. A direção acredita em três possibilidades para o ocorrido.

A primeira é uma falha de procedimento interno, que levou os profissionais a atestar o óbito em um paciente que estava vivo.

A segunda é o paciente ter histórico de catalepsia, que é um distúrbio do sono - a pessoa entra em sono profundo sem movimentos e com batimentos cardíacos e respiração praticamente imperceptível.

A terceira possibilidade é a ocorrência da Síndrome de Lázaro. Essa síndrome se manifesta em pacientes que após a realização de diversas tentativas de reanimação o coração para de bater. Horas depois, por um motivo ainda desconhecido, o coração volta a bater.

"Acreditamos que tenha ocorrido essa síndrome, mas infelizmente não temos como comprovar. E se foi isso que aconteceu, será um caso extremamente raro, apenas 35 casos foram constatados no mundo", pontua Luiz.

Fonte: G1



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